O barulho da faca se chocando com a tábua era escutado por toda a casa, Moira fatiava o filé de frango com uma certa raiva, Bia surgiu na cozinha com um livro em mãos, ao erguer o olhar para cumprimentar Moira, foi pega de surpresa, Tate Langdon estava sentado no banquinho em volta da ilha e com as mãos sobre a mesma.
"Olá Tate, e bom dia Moira" Disse a garota sentando-se ao lado do loiro, o mesmo deu um sorriso de lado para ela.
"Eu não mereço um bom dia?" Comentou com sarcasmo, Bia ri.
"Eu não sei, vai ser rude comigo?Ou o seu mau humor já passou"
"O que quer dizer?"
"Sua briga ontem com Bill, você se quer se despediu ou algo do tipo, o que me faz pensar se sua discussão não me envolveu de certa forma" Tate dá de ombros e olha para Moira que ainda corta o frango com raiva.
"Se te envolvesse acredite em mim, você saberia, entretanto, não quero mais falar sobre isso"
"Você é quem sabe, apenas queria entender o que aconteceu"
"Tantos assuntos inteligentes e perguntas obviamente melhores, mais formuladas e diretas que você poderia ter feito, com assuntos que definitivamente seriam do meu ou do nosso interesse e tudo o que prefere é falar sobre Bill"
"Está decepcionado?"
"Sim"
"Então tá" Ela se levantou e segurou o livro com mais força contra si mesma, isso atraiu a atenção do rapaz.
"O que tem aí?" Perguntou curioso, ela deu ombros dizendo:
"O retrato de Dorian Gray, um clássico da literatura e um dos meus favoritos de Oscar Wilde"
"Não é esse que faz o pacto para ficar jovem e belo para sempre enquanto sua imagem verdadeira se denegri no quadro?"
"Esse mesmo, é muito bem escrito, com detalhes altamente realistas o que me faz julgar se Wilde não nasceu na época renascentista.
"Pelo que sabemos graças a internet, não"
"Não sei porque mas não consigo imaginar você lendo um romance, seja ele de Wilde, Shakespeare ou qualquer outro grande poeta, escritor ou algo do tipo, não faz muito seu estilo"
"De novo nisso?Com o que aparento afinal?"
"Algo bom, você me lembra a um anjo, uma personificação simples e graciosa de um modelo, o rosto que fora imaginado pelo sonho de um escultor."
"Bela citação, quem é o autor?" Ela ri e olha para baixo
"Eu mesma"
"Então você é mesmo boa"
"Sou boa em praticamente tudo que sei e faço, aperfeiçoo também"
"Convencida"
"Sincera, sei que sou boa então porque deveria ficar com falsa modéstia?"
"Você não acha que está se tornando muito narcisista não?"
"Não" Ela disse ao franzindo a testa.
"Bom dia!" Exclama Carol entrando na cozinha, ela está sorrindo como nunca. "Olá Tate, caiu da cama foi?"
"Oi Carol, e não, eu apenas tenho uma consulta com Gustaf em um novo horário agora"
"Ah sim, a briga não é?Logo vocês dois estarão se falando de novo, eu e Bia também somos assim, um dia estamos descendo o pau uma na outra e no outro estamos carinhosas, é normal"
"Você está com um humor excelente esta manhã, hein Carol?" Observou a amiga, a menina deu de ombros
"Talvez esteja me sentindo bem comigo mesma hoje, por que?Não posso mais?"
"Uou, guarde suas armas, foi apenas uma observação que fiz"
"De qualquer forma, hoje eu vou ao pier de Santa Mônica, até porque se eu for esperar por você eu morro esperando" Bia revira os olhos. "Enfim, provavelmente passarei a tarde na praia, alugarei uma bicicleta ou um jet ski, e ficarei por lá"
"Tudo bem, você quem sabe" A amiga deu de ombros
"E vocês dois?Vão sair juntinhos depois da sua consulta Tate?" Os dois se entreolham estranhando.
"Carolina o que há de errado com você hoje?"
"Nada" Ela abre a geladeira e pega uma garrafinha de agua. "Tô indo!" Saiu da cozinha sem nem olhar para trás.
"Tate?" Gustaf chama pelo rapaz, das escadas.
"A gente deveria sair qualquer dia desses" Disse Bia de repente, logo em seguida ela sente as bochechas esquentarem. "Assim você se torna mais erudito e também bem mais culto, conheço excelentes bibliotecas, e centros culturais, afinal você disse que eu me enganei com você"
"Disse?"
"Sim, sempre que digo que as coisas que eu curto não fazem o seu perfil"
"É verdade, talvez devêssemos mesmo marcar este passeio."
"Deixo o convite em aberto"Tate assentiu e saiu da cozinha.
Moira a olhou e Bia deu de ombros, ela não sabia exatamente da onde tinha vindo aquele súbito interesse em sair com Tate, talvez porque o cara realmente aparentava ser bem diferente do que ela vê e pensa que é, Tate tem o perfil de um cara, quieto, que quebra os corações das garotas sem se importar, mas durante suas poucas conversas ele não parecia com nada disse que aparenta, então, porque não dar uma chance de conhecê-lo melhor?
O pier de Santa Mônica nunca estivera tão movimento como estava hoje, parecia que as familias de toda Los Angeles tiraram o dia para curtir a praia e o parque do pier, filas enormes para a montanha-russa, tiro ao alvo e até mesmo para os carrinhos de bate-bate, Carol bufou e deu um longo gole na sua garrafa, sua ideia de curtição claramente não envolviam filas gigantes e um sol fritando seu cérebro, desistiu do pier e foi para a praia, todos não tinham mais jet skies para alugar ou seja nada de aventuras sob as ondas hoje, o aluguel de bicicletas ficava bem no "final" da praia, proximo aos estacionamentos dos predinhos que ficavam por ali, e lá foi ela dar uma olhada.
"Você!" Uma mulher loira disse segurando o braço de Carol.
"Ei, me solta!" Exclamou a morena com raiva ela puxou seu braço para longe da lunática.
"Eu já vi você antes, já vi sim, nos chás, você sempre aparece em meus chás." Disse a mulher a observando com destreza. "Eu vejo o que o monstro quer fazer com você, precisa ir embora, ir embora daquela casa"
"Mas do que diabos, você está falando?"
"Dele, o cara que não caminha mais entre nós, ele irá destruir você, será a sua perdição, eu vi isso, as minhas folhas não mentem, e menos ainda os meus chás."
"Você é louca"
"Eu vejo aquilo que ninguém mais vê, tome cuidado minha criança o demonio a assombra, proteja sua amiga ela será a que mais sairá ferida nesta história, saia enquanto ainda pode"
"Billie!Já disse para não assustar os pedestres." Um homem alto, negro e com uma cara séria disse se aproximando da mulher. "Me desculpe pela minha esposa, ela não anda muito bem esses dias, faz pouco tempo que voltou de BriarCliff, o hospital psiquiatrico, espero que a perdoe por ter colocado medo em você." O homem disse temeroso, Carol relaxou soltando os ombros.
"Tudo bem."
"Luke, amor é ela!É ela Luke!Eu a vi nas minhas folhas de chá e também é com ela que tenho sonhado eu preciso alertá-la sobre os que não andam mais entre nós, a amiga dela corre grande perigo" A mulher disse observando o marido, Carol franziu o cenho não sabendo como reagir.
"Vamos Billie, você não tomou seus remédios direito hoje."
"Moça, moça me escuta!Você e sua amiga correm grande perigo naquela casa, eles não estão vivos, eles apenas caminham entre nós."A mulher segurava o pulso de Carol com força
"Billie solte-a"
"Precisa sair de lá, se você não tirar sua amiga de lá o mais rápido possivel será o fim para todos nós."Luke puxou as mãos da mulher para longe de Carolina.
"Já chega Billie, está a aterrorizando, vamos"
"Não deixe ele destruir você e não deixe o outro matar sua amiga, não deixe" Luke puxava Billie para longe de Carol, mas a mulher não deixava de encará-la, algumas pessoas que passavam ficaram observando a cena, e mesmo quando Billie estava sumindo de seu campo de visão, Carol continuou ali, parada, e tentando absorver todo tipo de informação possivel, mas que droga fora aquela?A quem a lunática se referia?Chaqualhou a cabeça afim de afastar tais pensamentos, seu dia tinha acabado de ser destruido por uma lunática, pois as palavras da tal Billie ficavam vagando por sua mente sem parar. A quem Billie se referia?
"Olá Tate, e bom dia Moira" Disse a garota sentando-se ao lado do loiro, o mesmo deu um sorriso de lado para ela.
"Eu não mereço um bom dia?" Comentou com sarcasmo, Bia ri.
"Eu não sei, vai ser rude comigo?Ou o seu mau humor já passou"
"O que quer dizer?"
"Sua briga ontem com Bill, você se quer se despediu ou algo do tipo, o que me faz pensar se sua discussão não me envolveu de certa forma" Tate dá de ombros e olha para Moira que ainda corta o frango com raiva.
"Se te envolvesse acredite em mim, você saberia, entretanto, não quero mais falar sobre isso"
"Você é quem sabe, apenas queria entender o que aconteceu"
"Tantos assuntos inteligentes e perguntas obviamente melhores, mais formuladas e diretas que você poderia ter feito, com assuntos que definitivamente seriam do meu ou do nosso interesse e tudo o que prefere é falar sobre Bill"
"Está decepcionado?"
"Sim"
"Então tá" Ela se levantou e segurou o livro com mais força contra si mesma, isso atraiu a atenção do rapaz.
"O que tem aí?" Perguntou curioso, ela deu ombros dizendo:
"O retrato de Dorian Gray, um clássico da literatura e um dos meus favoritos de Oscar Wilde"
"Não é esse que faz o pacto para ficar jovem e belo para sempre enquanto sua imagem verdadeira se denegri no quadro?"
"Esse mesmo, é muito bem escrito, com detalhes altamente realistas o que me faz julgar se Wilde não nasceu na época renascentista.
"Pelo que sabemos graças a internet, não"
"Não sei porque mas não consigo imaginar você lendo um romance, seja ele de Wilde, Shakespeare ou qualquer outro grande poeta, escritor ou algo do tipo, não faz muito seu estilo"
"De novo nisso?Com o que aparento afinal?"
"Algo bom, você me lembra a um anjo, uma personificação simples e graciosa de um modelo, o rosto que fora imaginado pelo sonho de um escultor."
"Bela citação, quem é o autor?" Ela ri e olha para baixo
"Eu mesma"
"Então você é mesmo boa"
"Sou boa em praticamente tudo que sei e faço, aperfeiçoo também"
"Convencida"
"Sincera, sei que sou boa então porque deveria ficar com falsa modéstia?"
"Você não acha que está se tornando muito narcisista não?"
"Não" Ela disse ao franzindo a testa.
"Bom dia!" Exclama Carol entrando na cozinha, ela está sorrindo como nunca. "Olá Tate, caiu da cama foi?"
"Oi Carol, e não, eu apenas tenho uma consulta com Gustaf em um novo horário agora"
"Ah sim, a briga não é?Logo vocês dois estarão se falando de novo, eu e Bia também somos assim, um dia estamos descendo o pau uma na outra e no outro estamos carinhosas, é normal"
"Você está com um humor excelente esta manhã, hein Carol?" Observou a amiga, a menina deu de ombros
"Talvez esteja me sentindo bem comigo mesma hoje, por que?Não posso mais?"
"Uou, guarde suas armas, foi apenas uma observação que fiz"
"De qualquer forma, hoje eu vou ao pier de Santa Mônica, até porque se eu for esperar por você eu morro esperando" Bia revira os olhos. "Enfim, provavelmente passarei a tarde na praia, alugarei uma bicicleta ou um jet ski, e ficarei por lá"
"Tudo bem, você quem sabe" A amiga deu de ombros
"E vocês dois?Vão sair juntinhos depois da sua consulta Tate?" Os dois se entreolham estranhando.
"Carolina o que há de errado com você hoje?"
"Nada" Ela abre a geladeira e pega uma garrafinha de agua. "Tô indo!" Saiu da cozinha sem nem olhar para trás.
"Tate?" Gustaf chama pelo rapaz, das escadas.
"A gente deveria sair qualquer dia desses" Disse Bia de repente, logo em seguida ela sente as bochechas esquentarem. "Assim você se torna mais erudito e também bem mais culto, conheço excelentes bibliotecas, e centros culturais, afinal você disse que eu me enganei com você"
"Disse?"
"Sim, sempre que digo que as coisas que eu curto não fazem o seu perfil"
"É verdade, talvez devêssemos mesmo marcar este passeio."
"Deixo o convite em aberto"Tate assentiu e saiu da cozinha.
Moira a olhou e Bia deu de ombros, ela não sabia exatamente da onde tinha vindo aquele súbito interesse em sair com Tate, talvez porque o cara realmente aparentava ser bem diferente do que ela vê e pensa que é, Tate tem o perfil de um cara, quieto, que quebra os corações das garotas sem se importar, mas durante suas poucas conversas ele não parecia com nada disse que aparenta, então, porque não dar uma chance de conhecê-lo melhor?
O pier de Santa Mônica nunca estivera tão movimento como estava hoje, parecia que as familias de toda Los Angeles tiraram o dia para curtir a praia e o parque do pier, filas enormes para a montanha-russa, tiro ao alvo e até mesmo para os carrinhos de bate-bate, Carol bufou e deu um longo gole na sua garrafa, sua ideia de curtição claramente não envolviam filas gigantes e um sol fritando seu cérebro, desistiu do pier e foi para a praia, todos não tinham mais jet skies para alugar ou seja nada de aventuras sob as ondas hoje, o aluguel de bicicletas ficava bem no "final" da praia, proximo aos estacionamentos dos predinhos que ficavam por ali, e lá foi ela dar uma olhada.
"Você!" Uma mulher loira disse segurando o braço de Carol.
"Ei, me solta!" Exclamou a morena com raiva ela puxou seu braço para longe da lunática.
"Eu já vi você antes, já vi sim, nos chás, você sempre aparece em meus chás." Disse a mulher a observando com destreza. "Eu vejo o que o monstro quer fazer com você, precisa ir embora, ir embora daquela casa"
"Mas do que diabos, você está falando?"
"Dele, o cara que não caminha mais entre nós, ele irá destruir você, será a sua perdição, eu vi isso, as minhas folhas não mentem, e menos ainda os meus chás."
"Você é louca"
"Eu vejo aquilo que ninguém mais vê, tome cuidado minha criança o demonio a assombra, proteja sua amiga ela será a que mais sairá ferida nesta história, saia enquanto ainda pode"
"Billie!Já disse para não assustar os pedestres." Um homem alto, negro e com uma cara séria disse se aproximando da mulher. "Me desculpe pela minha esposa, ela não anda muito bem esses dias, faz pouco tempo que voltou de BriarCliff, o hospital psiquiatrico, espero que a perdoe por ter colocado medo em você." O homem disse temeroso, Carol relaxou soltando os ombros.
"Tudo bem."
"Luke, amor é ela!É ela Luke!Eu a vi nas minhas folhas de chá e também é com ela que tenho sonhado eu preciso alertá-la sobre os que não andam mais entre nós, a amiga dela corre grande perigo" A mulher disse observando o marido, Carol franziu o cenho não sabendo como reagir.
"Vamos Billie, você não tomou seus remédios direito hoje."
"Moça, moça me escuta!Você e sua amiga correm grande perigo naquela casa, eles não estão vivos, eles apenas caminham entre nós."A mulher segurava o pulso de Carol com força
"Billie solte-a"
"Precisa sair de lá, se você não tirar sua amiga de lá o mais rápido possivel será o fim para todos nós."Luke puxou as mãos da mulher para longe de Carolina.
"Já chega Billie, está a aterrorizando, vamos"
"Não deixe ele destruir você e não deixe o outro matar sua amiga, não deixe" Luke puxava Billie para longe de Carol, mas a mulher não deixava de encará-la, algumas pessoas que passavam ficaram observando a cena, e mesmo quando Billie estava sumindo de seu campo de visão, Carol continuou ali, parada, e tentando absorver todo tipo de informação possivel, mas que droga fora aquela?A quem a lunática se referia?Chaqualhou a cabeça afim de afastar tais pensamentos, seu dia tinha acabado de ser destruido por uma lunática, pois as palavras da tal Billie ficavam vagando por sua mente sem parar. A quem Billie se referia?
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